sexta-feira, outubro 29, 2010

REDUCHAMP





Um dos pais da poesia concreta, o brasileiro Augusto de Campos usa humor e poesia ao falar da vida e obra do pintor, escultor e poeta francês Marcel Duchamp (1887-1968) no livro "Reduchamp". A iconografia do volume foi produzida por Julio Plaza.

Augusto de Campos constrói ensaio-poema com biografia de Duchamp Juntos, Campos e Plaza produzem, com texto e imagens, um poema-ensaio que homenageia e reavalia o legado de Duchamp. Os autores cobrem todo o período criativo do autor, além de trabalhar com detalhes de sua biografia e analisar poeticamente suas obras. Entre os pontos levantados está a forte relação do criador com a obra do poeta simbolista Stéphane Mallarmé (1842-1898), autor de "Brinde Fúnebre e Outros Poemas" e "Contos Indianos" , assim como o pseudônimo feminino de Duchamp, Rrose Sélavy.

Marcel Duchamp vestido com roupas femininas, sob o nome de Rrose Sélavy O artista causou uma revolução na arte, ao torná-la menos visual e mais cerebral. Ele é o inventor dos "ready made", que usam objetos industrializados na construção artística e privilegiam a ideia, ao invés do estilo e da manufatura. Uma de suas produções mais famosas é um vaso sanitário intitulado "A Fonte".

Sua atitude perante a forma de criar influenciou os principais movimentos da arte moderna, como o surrealismo e o dadaísmo. Já o concretismo, é um movimento poético que se desenvolveu na década 1950 e que teve Augusto de Campos, com seu irmão Haroldo de Campos (1929-2003) e Décio Pignatari, como um de seus principais expoentes. O gênero propõe uma maior racionalidade da poesia e uma aproximação da arte gráfica, em detrimento do verso tradicional e da abstração lírica.
Reduchamp foi lançado originalmente em 1976.



Trecho


Opto-oto-objetos
colhendo a invenção
no trânsito inesperado
do verbal ao não-verbal
uma nova sequência de discos (agora em cores)
veio em 1935
rotoliefs
para serem colocados num toca-discos
discopteca
instruções:
"estes discos, girando a uma velocidade de 33 rotações,
darão impressão de profundidade
e a ilusão de óptica
será mais intensa
com um olho
do q com dois"
a "optique de précision" de duchamp
na sua neutralidade geométrica
(como os ready-mades
no avesso semântico)
responde ao distanciamento que ele quer ter
da "pintura"
conta h.p. roché
q duchamp expôs os rotorelevos
ao grande público
num  pequeno "stand"
entre as invenções do "concours lépine"
junto à porta de versalhes
ninguém prestou atenção
o público só se interessava pelas utilidades
domésticas
e ele perdeu longe
para os liquidificadores e incineradores de lixo.
no fim de tudo
duchamp sorriu e disse:
"erro, 100%.
ao menos tudo está claro"





Fonte: Folha.com

domingo, outubro 24, 2010

CERIMÔNIA SINTRAJUFE




No dia 22 de outubro, a cerimônia de entregue dos prêmios Literários e Fotográficos do Sintrajufe aconteceu no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo. Diego Petrarca apresentou o evento ao lado de Gabriela Lopes. Entre os nomes dos vencedores, textos de Valesca de Assis, autora homenageada, e algumas inserções reflexivas sobre cada gênero literário. O troféu do prêmio Palavra Viva, simbolizou a premiação de cada autor do concurso literário.
Crédito das fotos: Daniel Haness

sexta-feira, outubro 15, 2010

GINSBERG E PAUL

Allen Ginsberg e Paul MacCartney em outubro de 1995.

SARAU DO BERTOLDO

 No dia 6 de outubro aconteceu na Casa de Teatro o Sarau do Bertoldo. Em sua primeira edição, o evento contou com a participação de Altair Martins, Cris Cubas, Diego Petrarca e Fernando Ramos. Entre altas conversas nas mesas, as leituras estavam entre Wally Salomão,  Viviane Mosé, Ferreira Gullar, Drummond e Brecht, é claro. O anfitrião Zé Adão Brabosa também deu sua canja verbal. Uma bela ideia para compor  a programação cultural da bela Casa de Teatro de Porto Alegre.






PORTOPOESIA 4




Teve início nessa segunda feira, 12 de outubro, a quarta edição do evento Portopoesia, que reúne autores, pensadores e agitadores da literatura. O Portopoesia existe desde 2007 e é uma bela iniciativa de poetas e agitadores culturais que destacam o gênero Poesia como uma possibilidade de celebração. Nesse ano o evento conta com a participação de poetas de fora do estado, como a presença do poeta Nicolas Behr e Affonso Romano de Sant'ana. Exposições, leituras, bate papo, suportes para a palavra escrita para além do livro, tudo isso ao mesmo tempo estará no Portopoesia de 2010. Para ler a programação completa, é só clicar na imagem do catálogo do evento. Diego Petrarca participa com sua oficina O Texto Criativo, que já ocorre desde março no CCCEV, no 6 andar, todas as quartas.

quarta-feira, outubro 13, 2010

LIVROS


Uns livros, capas. Nomes e autores. 







As cores e as letras das capas de livro.

sábado, outubro 02, 2010

DUAS ENTREVISTAS POÉTICAS

Um registro das duas últimas Entrevistas Poéticas, que Diego Petrarca organiza junto com Lorenzo Ribas na Livraria Saraiva. O evento, que já vai para a quinta edição, contou no mês de setembro com dois convidados: Dilan Camargo, dia 9 e Ruy Carlos Ostermann, dia 27. Ambos sempre receptivos e empolgados com a conversa, que foi de livros, poesia, comunicação, cultura, arte e outras mumunhas mais até futebol e Nelson Rodrigues. Duas grandes presenças fundamentais para o conteúdo do projeto. Os entrevistadores agradecem.






Em sua coluna em Zero Hora de quarta feira, 29 de setembro, Ruy Carlos Ostermann comentou o papo , em palavras gentis e  exatas, deu o tom preciso das intenções da Entrevista Poética.

sexta-feira, outubro 01, 2010

POESIA NO ELEVADOR

Através de Laís Chaffe, que idealizou o projeto Cidade Poesia, dois poemas de Diego Petrarca (que  fazem parte do mesmo projeto) estão impressos visualmente no letreiro digital em cima dos elevadores do Centro Administrativo, em Porto Alegre. Os poemas aparecem em movimento, revezando com a data e o horário. Mais uma bela forma do poema estar em outros suportes também legíveis.

O ocidente que se oriente 



                                 Recuso descobertas / é muito mais difícil / desaprender as coisas





sexta-feira, setembro 24, 2010

TÉCNICAS INVENTIVAS NA OFICINA

 Essas duas fotos, tiradas recentemente por Mariah, que frequenta as aulas da oficina ministrada por Diego Petrarca no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, mostra os alunos (também reconhecidos como prosadores, poetas, escribas criativos) realizando a técnica que William Burroughs trouxe da pintura para o texto, do desenho para a linguagem, o procedimento criativo nomeado cut-up.



Trata-se de unir palavras recortadas aleatoriamente, buscando sentidos inusitados, aproxiamções exóticas, no objetivo de gerar novos efeitos poéticos, como se a combinação de vocábulos pudessem criar metáforas relevantes. A autoria existe mais na edição/montagem do texto, que muitas vezes vai além de um discursso convencional, do que num texto pensado racionalmente.
O texto não é escrito, é formulado aos pedaços, e depois sim escrito na página, a relação com a escrita do texto é antes intuitiva do que domesticada pela tentativa de linearidade. A poesia ganha com isso no resultado. A escrita propriamente dita é o segundo passo.

Na foto, belamente captada por Mariah, em momento e ação do feito poético, mostra as palavras recortadas, como peças de um discursso sobre a mesa a ser montado. Uma nova célula de linguagem. Os resultados foram incríveis, tal qual um "labirinto sem pudor" como montrou/escreveu João, que aparece entre Paulo e Delma na segunda foto.




sábado, setembro 18, 2010

TURMA DA BONJA

Essa é a turma da oficina literária que acontece no bairro Bom Jesus, desde o ano passado, através do projeto da Descentralização da Cultura. No ano passado, o livro Anômalos, orientado pelo ministrante e feito por demanda, foi produzido pela turma e reunia os textos de três alunos: NeideRita e Carlos (os três primeiros da esquerda para a direita). 

O mesmo trio irá compor a antologia Histórias de Trabalho, edição 2009, na categoria poesia, e Carlos estará com outro texto seu na categoria Histórias Inventadas. O ministrante da oficina, Diego Petrarca, está com a turma desde o ano passado e inaugurou a oficina na região (até então não havia vínculo com o projeto da Descentralização). Este ano, a nova aluna Maria (na foto vestindo cor de laranja), está participando junto, produzindo textos a partir de sugestões criativas. 

Até pouco tempo, o Alfredo estava fazendo parte do grupo, as aulas sempre terminavam com uma de suas interpretações ao violão, sempre em alto astral, mas ele teve que se ausentar por algum período. A turma da Bonja é um modelo de grupo integrado a produção literária, Evoé Mato Sampaio!






quinta-feira, setembro 09, 2010

CAMPEONATO GAÚCHO DE LITERATURA

O Campeonato Gaúcho de Literatura está acontecendo desde o início desse ano. Trata-se de um campeonato em que os craques são os livros. As partidas são apitadas textualmente, ou seja, os jogos são as análises escritas dos livros em questão. Nesse caso, Diego Petrarca apita o jogo das duas obras mencionadas acima. Outros juízes ligados a literatura também participaram. Confira tudo no blog: http://gauchaodeliteratura.wordpress.com/



quarta-feira, setembro 08, 2010

DIÁLOGO

O poema Diálogo, quase um exercício experimental de linguagem, foi publicado dia 07 de setembro no jornal Zero Hora, ali, na coluna do Almanaque. Confira abaixo:


sexta-feira, setembro 03, 2010

NO FESTIPOA


Depoimento de Diego Petrarca durante a edição de 2010 do Festipoa Literária que ocorreu em abril.

sábado, agosto 21, 2010

CASA CAIO F.

Saiu em ZH Menino Deus a crônica de Diego Petrarca sobre a casa Caio F., por enquanto solitária na rua Oscar Bitencourt, no Menino Deus. Que o projeto de revitalizá-la permaneça ainda para além de todos os muros. Clique para ampliar.


sexta-feira, agosto 20, 2010

INCIDENTAL

O poema Incidental já está circulando nos coletivos da cidade, dentro do projeto Poemas no Ônibus, edição 2009. A edição desse ano, 2010, vai circular no ano que vem. Destaque para o fundo cor de relva da matriz (nesse imagem, ainda em fase de concepção) que veicula o poema,  concebido por Fernando Prudêncio. A janela do coletivo é também paisagem verbal.  


sexta-feira, agosto 13, 2010

CASA CAIO F. - POST ESPECIAL


Uma bela e honrosa iniciativa está pairando sobre a literatura brasileira, mas em céus portoalegrenses: recuperar a casa em que Caio Fernando Abreu morou, pouco antes de voar aos anjos, entre 1994 e 1995, na rua Oscar Bitencourt, no Menino Deus.

O objetivo é transformar a residência num espaço cultural, em que o acervo de Caio seja contemplado. Nada mais coerente: na casa onde o grande autor morou em seus últimos suspiros, muito dele ainda está andando por lá!

P.S.: Há pouco acabei de ler, furiosamente, o belo livro em que a jornalista Paula Dip fez sobre Caio: Para Sempre Teu, Caio F. Entrevistas, cartas, histórias de uma grande amiga relembrando o nosso autor. Comentei com algumas pessoas próximas que a casa devia transformar-se em algo em que o Caio ainda esteja. Pedi pro meu pai me levar até a rua Oscar Bitencourt, perto de onde morei e onde parte da minha família ainda mora, no Menino Deus. No ano de 1995, aos 15 anos, eu morava na Zona Sul e estava descobrindo Caio F. completamente deslumbrado. Lembro que naquele período nunca tomei a liberdade de ir até sua casa, embora isso rondasse minha cabeça, faltava coragem. Eu já frequentava o Menino Deus praticamente desde quando nasci, pois minha avó morou e ainda mora ali, na encantadora avenida Ganzo, muito próxima da rua Oscar Bitencourt. A única coisa que fiz foi espiar no guia telefônico o número da casa, liguei, ouvi a voz do Caio e desliguei o telefone, intimidado. Após isso, apenas um contato frio na feira do livro, quando ele foi patrono e autografou para mim o Ovelhas Negras e o Inventário do Ir-remediável, relançado naquele ano.

Fico feliz em saber que essa harmonia dos fãs de Caio está fazendo efeito. Eu, antes de saber de tudo, senti muito fundo por esses dias a sensação de falta dessa lembrança real de Caio em Porto Alegre, do não aproveitamento como acervo e memória cultural da residência em que ele decidiu passar seus últimos dias, entre o cuidado do seu jardim e passeadas de bicicleta até o Parque Marinha, para ver aquele sol cair no rio guaíba. Coisa boa se ver e sentir.
Visitem o site abaixo e colaborem com essa corrente para que a casa Caio F. reapareça!



quinta-feira, agosto 12, 2010

OFICINA LITERÁRIA NA ASSUNÇÃO

A oficina literária bairro Assunção,  ligada ao projeto da Descentralização da Cultura, mais precisamente chamada carinhosamente de A Vila dos Pescadores, inicou as aulas em maio e a turma está num processo de criação intenso. As aulas acontecem toda terça.  É uma enorme prazer poder ministrar uma oficina em que  as pessoas estão inteiramente receptivas. Diego Petrarca, coordenador da oficina, está satisfeito com o resultado. Mais textos e conversas boas, regadas a chás e cafés, virão com toda euforia, abençoados pela Nossa Senhora dos Navegantes, padroeira do lugar, que beira o rio guaíba, que beira o nosso pôr do sol. Um beijo para Iara, Helena, Mara, Mari, Carmiha, Neila e Paulo, autores de calibre afiado e emoção que brilha na linguagem.

Obs: Nesse dia da foto, 03 de agosto de 2010, Telma Scherer visitou o lugar e falou sobre o processo criativo de uma narrativa longa. Maravilha pura! A turma adorou e serviu como complemento ao que é passado durante as aulas.





sábado, agosto 07, 2010

VERSIFICADOS DE AGOSTO


Na edição de agosto do projeto Versificados, a poesia espalhada nos classificados do Correio do Povo. Diego Petrarca e Andréia Laimer colabora também nessa edição.

http://www.correiodopovo.com.br/Classificados/PDF/DIV03.PDF

sexta-feira, agosto 06, 2010

UMA NOITE EM 67


Estreou nessa sexta feira o filme Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, o documentário fala sobre o saudoso e inesquecível Festival da TV Record, exibido em outubro de 1967 e foi um divisor de águas da história da nossa MPB. Naquele festival, seria deflagrado o movimento Tropicalista, quando as guitarras elétricas dividiram o espaço com o violão, instrumento máximo da música brasileira, pelo menos até esse dia. As antológicas apresentações de Caetano Veloso e Gilberto Gil, com suas canções chave do movimento tropicalista, Alegria, Alegria e Domingo no Parque, além do cantor Sérgio Ricardo quebrando o violão, estão no filme, além de cenas de bastidores e depoimentos dos cantores e compositores que participaram. Uma raridade levada as telas e um registro fundamental para a arte brasileira agora nos cinemas, no Santander Cultural, confira as datas e horários.


Uma noite em 67 - Cine Santander Cultural
07 a 19 de agosto
Sessões: 15h00.
Sessões: 17h00.
Sessões: 19h00.



sábado, julho 17, 2010

VERSIFICADOS DE JULHO


A edição do mês de julho do projeto Versificados, saiu dia 17 nas páginas do Correio do Povo, Diego Petrarca integrou novamente o time de autores, confira abaixo.