Cada Coisa, dia 08 de agosto no Rock Pub Jack Kerouac.
domingo, julho 22, 2012
quarta-feira, julho 18, 2012
segunda-feira, julho 16, 2012
quinta-feira, julho 12, 2012
MEDIAÇÃO DE LEITURA
Mediação de leitura pela ONG Cirandar, com Diego Petrarca, na Escola Estadual Osório Duque Estrada. A mediação de leitura é oferecida para crianças e professores no objetivo de aproximar a prática leitora para as crianças e auxiliar professores no processo educacional que tenha o livro como base.
domingo, julho 01, 2012
TROPICÁLIA - TRAILER DO FILME
Em breve por aí o documentário oficial sobre o movimento Tropicalista, uma super abordagem da manifestação cultural que revolucionou a cultura brasileira a partir de 1967 até a 1969, reunindo artes plásticas, música e poesia. Além das referências claras da Antropofagia e Poesia Concreta. O filme conta com um rico material de acervo e raridades da época, a direção é de Marcelo Machado.
quinta-feira, junho 28, 2012
CADA COISA: NOVO LIVRO
Eis a capa do meu novo livro Cada Coisa a sair brevemente, pela Editora Multifoco, do Rio de Janeiro.
segunda-feira, junho 25, 2012
MAL SECRETO
Wally Salomão
Não choro
meu segredo é que sou rapaz esforçado
fico parado calado quieto
não corro não choro não converso
massacro meu medo
mascaro minha dor
já sei sofrer
não preciso de gente que me oriente
Se você me pergunta
como vai
respondo sempre igual
tudo legal
Mas quando você vai embora
movo meu rosto do espelho
minha alma chora
vejo o Rio de Janeiro
comovo, não salvo, não mudo
meu sujo olho vermelho
não fico parado
não fico calado
não fico quieto
corro choro converso
e tudo mais jogo num verso
intitulado MAL SECRETO
e tudo mais jogo num verso
intitulado MAL SECRETO
(Musicada por Jards Macalé)
domingo, junho 17, 2012
HAI-CÁBULOS SELECIONADO
Saiu o resultado das próximas publicações do projeto Dulcinéia Catadora, que edita livros num formato diferenciado e que já conta com um catálogo respeitável de autores nacionais. O livro HAI-CÁBULOS, de Diego Petrarca e Andréia Laimer, está entre os selecionados e o lançamento será em breve lá em Sampa. Entre os autores já publicados estão: Haroldo de Campos, Jorge Mautner, Alice Ruiz, Ademir Assunção, entre outros.
Site do projeto: http://is.gd/3cxPI7
quinta-feira, junho 14, 2012
PROSA E POESIA NO CASTELINHO
Muito legal o bate papo hoje no espaço cultural Castelinho. A pauta só poderia ser poesia e Gilberto Wallace lançou questões importantes para o debate. A minha participação junto com Mario Pirata reforçou o papo. Leituras e a participação de alguns integrantes do Bando Hoburaco.
sábado, junho 09, 2012
HOWL
Hoje, 09 de junho de 2012, foi o dia de assistir a história do grandioso livro Uivo
de Allen Gisnberg.
quinta-feira, junho 07, 2012
quarta-feira, junho 06, 2012
OFICINA NA CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA
Turma da Oficina Literária A Poesia Fora do Poema, na CCMQ, que encerrou sua 1ª etapa na terça, dia 05. Desde março, entre belos e criativos textos e conversas longas. O resultado foi sensacional e me deixará saudade, muito bom quando se forma um grupo entrosado e consistente, quero retomar essa equipe em minhas tardes de terça feira.
sábado, maio 26, 2012
segunda-feira, maio 07, 2012
POEMAS CARTAZ
Os poemas abaixo integram a série poemas figura, expostos em cartaz e colados em alguns pontos da cidade. Suporte expositivos para a poesia circular e ganhar nova dimensão visual, complementando verbo e tipografia. Para começar, os dois primeiros abaixo: Rejuvenesce e Margem.
Produção e texto: Diego Petrarca
segunda-feira, abril 30, 2012
UNZ
Confira o video Arnaldo Antunes Unz, produzido exibido no Canal Brasil. Um curtametragem clipoético com esse poeta dos livros e da canção recitando seus poemas em lugares do Rio de Janeiro.
domingo, abril 29, 2012
FESTIPOA EM 2012
Alguns registros das atividades que Diego Petrarca participou durante a 5ª edição do FestiPOA Literária. Esse ano o evento organizado por Fernando Ramos tomou dimensões ainda maiores e sem dúvida já está consolidado como programação literária oficial na cidade de Porto Alegre. De 18 a 28 de abril de 2012, palestras, encontros, leituras, lançamentos e sempre a Senhora Literatura em todas as suas potencialidades e possibilidades expressivas. O FestiPOA literária teve ainda um pré lançamento e em maio terá uma programação extra. A palavra solta na saliva.
Dia 28 de abril houve a leitura Livro ao Vivo, com Diego Petrarca, Andréia Laimer, Lorenzo Ribas e os acordes de Rodolfo Ribas na CCMQ. Dia 21 de abril ocorreu o bate papo com os poetas Diego Grando, Gabriel Pardal e seus respectivos lançamentos, mediado por Diego Petrarca, na Casa de Teatro E dia 23 de abril a apresentação do Bando Hoburaco e a projeção de seus Tankas, também na CCMQ.
sábado, abril 21, 2012
NO FESTIPOA LITERÁRIA
Confira algumas atividades durante a 5º edição do FestiPoa Literária que segue de 18 de 28 de abril de 2012 em espaços culturais de Porto Alegre.
Sábado - 21 de abril
Casa de Teatro 17h – Poesia: humor: liberdade: linguagem DIEGO GRANDO e GABRIEL PARDAL.Mediação: DIEGO PETRARCA
Segunda - 23 de abril
CCMário Quintana/Mezanino 21h - Tanka!? - leitura e projeção de textos: BANDO HOBURACO
Sábado - 28 e abril
CCMário Quintana/Mezanino 18h - Livro ao vivo. Leitura de poesia: ANDRÉIA LAIMER, DIEGO PETRARCA,LORENZO RIBAS e RODOLFO RIBAS
domingo, abril 15, 2012
PUTZPOESIA PARA DOWNLOAD
Para quem deseja baixar o programa PutzPoesia de toda sexta feira as 19:00 na http://www.radioputzgrila.com.br/, eis aqui o link para download do mais recente, que trouxe a companhia do músico improvisador Guilherme Darisbo. Toda semana no soundclub o programa mais recente estará na íntegra disponibilizado para download.
PutzPoesia é apresentado por Cris Cubas, Diego Petrarca e Fernando Ramos.
terça-feira, abril 10, 2012
COMENDA LOBO DA COSTA
Diego Petrarca recebeu Comenda Lobo da Costa no Museu Júlio de Castilhos no mês de março de 2012. A homenagem e evento organizados por Benedito Saldanha, contou com a participação de artistas de outras áreas culturais do nosso Estado que também receberam a Comenda. Um belo incentivo e reverência a produção cultural que acontece por aqui.
foto de Helena Pasa
sexta-feira, abril 06, 2012
LADODENTRO ENTREVISTA - PAULO HENRIQUES BRITTO
Poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, prima pela clareza do discurso e consegue a proeza de harmonizar uma linguagem sofisticada sem sacrificar o entendimento do texto. Autor de cinco livros de poesia, Liturgia da Matéria (1982) Mínima Lírica (1989), Trovar Claro (1997), com o qual recebeu o Prêmio Alphonsus de Guimarães, da Fundação da Biblioteca Nacional, Macau (2003), com o qual recebeu o prêmio Portugal Telecom de literatura brasileira, e Tarde, (2007), seu mais recente livro do gênero. Em 2004, lançou o livro de contos Paraísos Artificiais, estabelecendo um diálogo com o poeta francês Charles Baudelaire.
Paulo Henriques Britto cultiva as formas fixas sem perder a linguagem afiada com a contemporaneidade, é um nome de destaque da atual poesia brasileira e já traduziu autores importantes como Allen Ginsberg, Byron e Henry James . Nessa entrevista, o autor dá informações preciosas sobre o gênero poético. Confira.
Em que medida a concisão é fundamental na poesia?
Eu diria que é fundamental apenas para uma determinada tradição da poesia moderna. Há grandes poetas concisos e grandes poetas espaçosos.
Você, que atua na área da tradução de poesia de forma reconhecida, concorda com a máxima de Robert Frost: “Poesia é o que se perde na tradução"?
De modo algum. Acho que uma boa tradução pode recuperar o que há de melhor num poema. Uma das pesquisas que desenvolvo atualmente na PUC-Rio é justamente sobre a tradução de poesia, e o que tento demonstrar para meus alunos é que é possível fazer avaliações minimamente objetivas de traduções de poesia; e o que essas avaliações mostram é que há traduções excelentes. Nós temos aqui, no Brasil, um nível muito elevado de tradução poética, como as traduções feitas pelos irmãos Campos, por exemplo.
Sem dúvida, a poesia marginal dos anos 70 tem alguns pontos em comum com o modernismo de 22. Só que o que em 22 era inovação nos anos 70 era mais uma reação ao formalismo das vanguardas dos anos 50 e 60. No cômputo geral, acredito que a guinada subjetivista e informal da geração mimeógrafo foi uma reação saudável; mas não dá para comparar o legado poético dos anos 70 com a produção do Bandeira modernista, do primeiro Drummond, nem sequer com o Mário e o Oswald dos anos 20.
Você é reconhecido por uma poesia clara, não hermética, é nesse sentido que a poesia sairá do altar? no sentido de aproximar o leitor?
Não acho que a poesia esteja em nenhum altar; Bandeira e os outros modernistas já trouxeram a poesia de lá há muito tempo. Mas popular, no sentido que são populares a canção popular e as telenovelas, a poesia não é mais desde o modernismo, e acho pouco provável que volte a ser algum dia. Pessoalmente, não tenho nada contra o hermetismo; acho que há ótimos poetas difíceis e ótimos poetas que não são difíceis; ninguém é hermético por espírito de porco, nem claro por vontade de se aproximar do leitor: a gente escreve a poesia que consegue escrever, não a que acha que deve ser escrita.
Boa parte da poesia escrita do modernismo para cá tem um forte componente metalinguístico, e não necessariamente por haver um projeto consciente neste sentido. A arte moderna, de modo geral, é metalinguística; o cinema de Godard, as canções de Caetano Veloso, o teatro de Brecht, o romance de Joyce e Cortázar... Mas se a gente parar para pensar, boa parte dos sonetos de Shakespeare tematiza a perenidade da poesia em comparação com a beleza física da pessoa amada: isso também é metalinguístico. Mas quando Camões comenta as agruras de escrever um poema épico em tempos modernos, isso também é metalinguagem, não é? Pensando bem, a arte sempre foi um dos temas centrais dos artistas, a poesia sempre foi um dos grandes tópicos da poesia de todos os tempos. O modernismo apenas acentuou uma coisa que sempre existiu. Quanto a Mínima lírica, não sei se é mais metalinguístico que a maioria dos livros de poesia de nosso tempo. Desconfio que não.
A conquista do sermo humilis — a elevação da linguagem coloquial à condição de arte — é algo que veio para ficar. Num primeiro momento, a gente pensa nos modernistas de 22. Mas Auerbach afirma que o primeiro texto que eleva o cotidiano à condição do sublime, que apaga as fronteiras tradicionais entre o elevado e o baixo, é o Novo Testamento. Ou seja: a coisa não é tão nova assim. Isso, a meu ver, é um caminho sem volta: a entronização da linguagem coloquial como veículo de poesia. Quanto às formas fixas, concordo com Antonio Cícero: o modernismo contribuiu com formas novas, mas não destruiu nada. O verso livre é mais uma forma a ser explorada pelos poetas; ele vem se somar ao soneto, à sextina, à terça rima, à oitava rima e tudo o mais; essas formas antigas, porém, não se tornaram obsoletas. A única coisa que me parece irremediavelmente obsoleta é a postura de achar que é obrigatório usar uma linguagem elevada para tratar de temas elevados: a estética do sublime. No mais, os velhos temas continuam vivos: o amor, a morte, o desejo; e as velhas formas permanecem, ao lado das novas.
Não sei se entendi bem a pergunta, mas concordo que pode haver linguagem poética sem forma poética: estão aí Joyce e Kafka e Guimarães Rosa e tantos outros que utilizam em prosa uma série de recursos característicos da poesia, sem recorrer aos metros e às formas estróficas e outros recursos formais da poesia.
Vou citar apenas uns poucos mais marcantes. Descobri a poesia aos onze anos de idade, quando morava nos Estados Unidos, e uma professora nos deu para ler Shakespeare. Daí passei para Emily Dickinson, Edgar Allan Poe e Walt Whitman. Dickinson e Whitman em particular me marcaram muito: Dickinson pela concisão, Whitman pelo ritmo e pela força bruta de suas imagens. Quando voltei ao Brasil descobri que também havia poesia em português. Foi então que comecei a ler Pessoa, o poeta que mais me marcou de todos, creio eu. Com Pessoa aprendi a ideia da construção de uma persona poética, e também que era possível trabalhar com todas as formas, antigas e modernas. Bandeira e Drummond me levaram a descobrir a riqueza da fala cotidiana brasileira — algo que aprendi também lendo o teatro de Nelson Rodrigues, que teve um impacto tremendo em mim aos dezessete, dezoito anos. Os dois últimos poetas que mexeram comigo no final do período de formação — por volta dos vinte anos — foram Wallace Stevens e Cabral. Com Stevens aprendi a trabalhar com ritmos tradicionais de uma maneira moderna, e também peguei alguns temas que se tornaram importantes para mim: a poesia sobre a poesia, a arte como substituto da religião. E com Cabral aprendi a amar a redondilha maior e as metáforas ousadas.
Em que medida a poesia é mais arte plástica do que literatura?
Para mim, muito pouco. Minha grande paixão é a música, e poesia para mim é, entre outras coisas, talvez até acima de tudo, música com palavras. Nunca consegui me interessar por poesia concreta, por nenhuma forma de poesia que enfatize o elemento gráfico. Não sou muito ligado em artes plásticas, e menos ainda em publicidade, que tanto empolgava as neovanguardas dos anos 50 e 60.
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