quinta-feira, agosto 01, 2013
BASTA LER POESIA
Grupo da Oficina dentro da programação especial sobre Quintana na CCMQ. Uma bela troca de ideias e pontos de vista sobre o artesanato da linguagem e um repertório de poemas especial.
terça-feira, julho 30, 2013
SARAU QUINTANA
Sarau sobre Mário Quintana na CCMQ, dentro da programação especial de aniversário do poeta. Com Cristiane Cubas, Cristina Macedo, Eliana Mara Chiossi, Jornal Vaia e Nanni Rios.
quarta-feira, julho 24, 2013
LADODENTRO ENTREVISTA: LUIZ TATIT
Uma rápida entrevista sobre letra e música e outras mumunhas mais com Luiz Tatit.
O músico, compositor e teórico Luiz Tatit é graduado em Letras (Lingüística) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (1978) e em Música (Composição), pela Escola de Comunicações e Artes (1979) da mesma universidade. É membro fundador do Grupo Rumo, representante da vanguarda musical paulista da década de 1980. Com o Grupo RUMO, incluindo compactos, Luiz Tatit gravou no total seis discos, relançados em 2004. Além da música, Luiz Tatit desenvolve na USP pesquisas em semiótica, a ciência que estuda o sentido em diferentes linguagens: verbal, musical, teatral, etc.
Em que momento você despertou o
interesse pela dinâmica linguística das palavras das canções?
Você se refere aos elementos linguísticos presentes na letra da canção? Comecei a prestar uma atenção especial nas letras das canções a partir do movimento tropicalista. Senti nessa época que surgia um tipo de letra inexistente até então. O LP Tropicália e os primeiros discos do Caetano e do Gilberto Gil foram os que mais despertaram meu interesse.
A poesia
naturalmente destaca a sonoridade das palavras. Mas um texto sem apelo sonoro
(rimas, aliterações) pode também demonstrar-se como musical?
A sonoridade das palavras não deixa de ser um
elemento a considerar no acabamento de uma letra. Mas, para a maioria dos
compositores, isso não chega a ser decisivo. O aspecto da linguagem que mais
contribui para a composição é a inflexão entoativa do texto. A maneira melódica
de falar é mais importante para o cancionista do que as rimas, as assonâncias,
etc. que nem sempre aparecem nas canções. A sonoridade das palavras é bem mais
aproveitada no campo da poesia. Os letristas também dela fazem uso, mas nem
tanto. As entoações que indicam o caminho para as frases melódicas são bem mais
determinantes.
Suas
letras são verdadeiras aulas da metalinguagem, tanto no âmbito musical quanto
verbal. Como você percebe a necessidade do artista voltar-se a própria
linguagem ?
Não vejo nenhuma necessidade de se fazer metalinguagem. Acho até que isso é
vício de quem desenvolve reflexão sobre a linguagem, no caso a linguagem
cancional. Se a metalinguagem for usada com discrição e parcimônia, acho
aceitável, mas quando se faz notar sem muita justificativa, me incomoda. Bons
compositores, como Jorge BenJor, Erasmo Carlos ou Djavan, por exemplo, não
precisam lançar mão desse recurso.
Em seu livro Análise Semiótica
através das Letras, você menciona a semiótica tensiva, fale a respeito
dela a partir da perspectiva letra e música.
A semiótica de hoje tem operado com noções
básicas que primordialmente eram apenas do domínio musical. Por exemplo,
“acentuação”, “andamento” e “temporalidade”. São conceitos que ajudam a
compreender a compatibilidade entre melodia e letra.
Tudo Comer /
tudo dormir /tudo no fundo do mar. Essa letra de Caetano aproxima a canção (de ninar) representada musicalmente
pela pronúncia musical da letra M (mmmmm...) que remete ao elemento do Mar
(mencionado na letra), que também é algo que embala. Essas relações são exemplo
de aproximação semiótica entre poesia e música?
São na verdade exemplos de influência da poesia na canção. Essa canção em
especial é bem resolvida, mas em geral os recursos que servem para a poesia não
se adaptam bem à letra de canção. Tornam-se pouco “naturais”. Os bons poetas,
normalmente, precisam treinar muito para chegar a fazer boas letras. Só poucos
conseguem. O inverso também é verdadeiro.
Existe
alguma reflexão sua sobre a apresentação gráfica dos poemas (verso espalhado na
página) e as partituras musicais. Ou seja, a proximidade visual do poema
tal qual a visualização de uma partitura?
Jamais. Canção é para ser ouvida e não vista ou lida. Desde as experiências
renascentistas com o canto erudito evita-se estabelecer relações do tipo: falou
em céu, notas agudas; falou em inferno, graves. São efeitos ingênuos que se
tornam casos únicos, sem ligação estrutural com a linguagem da canção. Poesia é
uma coisa, letra é outra, muito diferente.
Em
que medida as regras gramaticais convencionadas podem ser sacrificadas em nome
de uma construção linguística criativa?
Se
você se refere à gramática normativa, essa que corrige o falante ou o usuário
da língua, ela pode ser inteiramente sacrificada. Mas isso nem é gramática, de
acordo com a linguística. Gramática é o que ordena nosso discurso mesmo que não
tenhamos nenhuma consciência desse poder. Todos os discursos que somos capazes
de produzir são regidos por essa gramática interna. Portanto, jamais falamos
errado. Não temos o que sacrificar.
Você
concorda que pelo fato de boa parte da poesia ter migrado para as canções, a
mídia ideal para o poema seja o disco (de leitura) tanto quanto o livro
impresso?
Não
creio que a poesia tenha migrado para a canção. Poesia e letra não se
confundem. O que se percebe atualmente é que cada vez mais poetas experimentam
fazer letras para obter maior divulgação do trabalho. Quando conseguem,
sentem-se estimulados a produzir mais nessa área e, muitas vezes, abandonam a
poesia. Mas há também os que se cansam das letras e voltam para a poesia.
Provavelmente (isso é pura conjectura), tanto as poesias como as canções terão
no futuro uma vida bem mais virtual do que real. Acontece que tudo indica que o
mundo virtual será a principal realidade do futuro.
segunda-feira, julho 22, 2013
CABARÉ DO VERBO E BAMBUCICLOTECA: ESPECIAL QUINTANA
Edição especial do Cabaré Do Verbo na programação 107 anos Mário Quintana na CCMQ. Entre várias atividades sensacionais, mais uma edição da Bambucicloteca.
A Bambucicloteca, biblioteca móvel, conduzida por uma bicicleta feita de bambu e ponto de encontro das artes, promove a atividade interativa Quintana em Voz & Verso, onde se pode ouvir 25 áudios dos poemas do Quintana lidos por ele mesmo, trocar livros e ainda realizar uma gravação ao vivo de sua leitura de algum poema do poeta. Poetas mediadores: Diego Petrarca e Andreia Laimer.
Evoé Cabaré!
Programação completa: http://cabaredoverbo.blogspot.com.br/
sábado, julho 20, 2013
EDIÇÃO DO UIVO
Presente do querido amigo Alecsander Portilio, que trouxe dos States essa joia rara, a edição original da livro Uivo, lançado em 1956 por Allen Ginsberg, um marco da poesia beat.
quinta-feira, julho 18, 2013
LER QUINTANA
Uma super programação em homenagem ao nosso poeta Mário Quintana, "Ler Quintana": 107 anos" Confira as leituras, oficinas e atividades da programação. Diego Petrarca estará ministrando um dos módulos da Oficina Para Gostar de ler poesia, basta ler… poesia, além da Mesa de Debate e leituras com Sidnei Schneider. Veja a programação: http://www.ccmq.com.br/lerquintana/
quarta-feira, julho 17, 2013
ENTREVISTA POÉTICA
Um super encontro ontem na Saraiva, a Entrevista Poética recebeu o poeta Ricardo Silvestrin, quase duas horas de uma ótima conversa sobre sua trajetória e reflexões sobre a Senhora Poesia.
domingo, julho 14, 2013
1982
Porquinho-da-Índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .
— O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.
Manuel Bandeira
Diego Petrarca aos 2 anos de idade - 1982.
segunda-feira, julho 08, 2013
LIVROADESIVO
LivroAdesivo, poemas para colar nos espaços em branco do livro ou em qualquer outro lugar: poema como em compacto simples, publicados-colados-expostos individualmente. Quando colados em livro, passam a integrar a edição. Sempre poemas inéditos. A primeira edição apresenta Duas Estações.
ENTREVISTA POÉTICA COM RICARDO SILVESTRIN
Próxima Entrevista Poética, dia 16 de julho na Saraiva do Praia de Belas, o poeta convidado será Ricardo Silvestrin. Confira: http://www.saraivaconteudo.com.br/Eventos/Arquivo/51863
quarta-feira, julho 03, 2013
DE DOIS EM DOIS - boca sem beijo & chuva e asfalto
Poemas inéditos da nova safra que seguem em fase de produção. Antes de ler, ouvir. Ouvir como forma de ler. Não ler se não gostar de ouvir. Ouvir com os olhos na página. Quando os poemas saírem pulicados (em livro, revista - aluns já foram - plaquete, adesivo ou outro suporte) será possível perceber que todos foram escritos em no máximo 12 versos. Por enquanto, apenas ouvir. Aos poucos, os poemas seguem apresentados aqui sempre DE DOIS EM DOIS.
DE DOIS EM DOIS: https://soundcloud.com/diegop-3
sexta-feira, junho 28, 2013
OFICINA NO IEL
Encerrou nessa terça feira, 25 de junho, a Oficina Literária A Poesia Fora do Poema, ministrada por Diego Petrarca no Instituto Estadual do Livro (IEL). O curso iniciou em 16 de abril e contou com 12 encontros onde os alunos trabalharam métodos criativos com a linguagem em diferentes perspectivas discursivas. Poemas, trechos de prosa, contos e crônicas foram utilizadas na metodologia, assim como alguns textos teóricos sobre literatura e criação. Parte da produção de João de Lima, Magali Mendes. e Terezinha Lanzani podem ser conferidos no blog do IEL.
segunda-feira, junho 24, 2013
AUTOR PRESENTE BIBLIOTECA ILÊ ARÁ
Visita de Diego Petrarca na Biblioteca Ilê Ará, dentro do Projeto Autor Presente do Instituto Estadual do Livro. Uma conversa sobre leitura e criação literária, além da demonstração de textos criativos para alunos entre 12 e 16 anos do Colégio Instituto Murialdo, muito bem coordenada por Francilene, que organiza as atividades culturais da biblioteca. Uma bela recepção de um público muito jovem curioso pelas dinâmicas da linguagem que interagiu ao final da conversa.
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quinta-feira, junho 20, 2013
ENTREVISTA POÉTICA COM JOÃO GILBERTO NOLL
A primeira edição da Entrevista Poética 2013 na Livraria Saraiva, organizada e produzida por Diego Petrarca e Lorenzo Ribas, ocorreu na última terça feira com a presença do escritor João Gilberto Noll. O autor leu trechos do seu romance Lord, publicado em 2004, além de falar sobre sua obra e trajetória e suas reflexões sobre os temas abordados em sua obra. Trechos dos livros A Fúria do Corpo e seu romance mais recente, Solidão Continental, também foram lidos durante a conversa.
segunda-feira, junho 10, 2013
domingo, junho 09, 2013
SARAU DAS SEIS: AMOR E MORTE
O Sarau das Seis, organizado já há um ano por Gabriela Farias, Jéferson Tenório e Robertson Frizero na Palavraria Livros, recebeu no último sábado, 08 de junho, Diego Petrarca e Andréia Laimer, que integraram a mesa do papo e leituras sobre o tema amor e morte. A participação do público é parte da condução do sarau e contou com as leituras Mires Batista e Leonardo Jacobi.
Um prazer poder integrar um diálogo inteligente, com textos em inúmeras perspectivas sobre o tema abordado nessa edição.
sexta-feira, junho 07, 2013
ENTREVISTA POÉTICA DE VOLTA
A Entrevista Poética na Livraria Saraiva do Praia de Belas está de volta em 2013, com Diego Petrarca e Lorenzo Ribas, nessa primeira edição recebendo o convidado mais que especial: João Gilberto Noll. Dia 18 de junho.
O projeto Entrevista Poética é produzido por Diego Petrarca com a colaboração de Lorenzo Ribas e em parceria com a Livraria Saraiva.
Nos anos de 2010 e 2011 apresentou 12 edições, recebendo os seguintes autores: Humberto Gessinger, Fabrício Carpinejar, Rui Carlos Ostermann, Paula Taltelbaum, Thedy Corrêa, Paulo Seben, Cláudia Tajes, Altair Martins, Valesca de Assis, Caio Ritter, Juremir Machado da Silva e Dilan Camargo.
Nos anos de 2010 e 2011 apresentou 12 edições, recebendo os seguintes autores: Humberto Gessinger, Fabrício Carpinejar, Rui Carlos Ostermann, Paula Taltelbaum, Thedy Corrêa, Paulo Seben, Cláudia Tajes, Altair Martins, Valesca de Assis, Caio Ritter, Juremir Machado da Silva e Dilan Camargo.
quarta-feira, junho 05, 2013
LANÇAMENTO DA COLETÂNEA DE POESIA GAÚCHA
A Assembleia Legislativa lançou, no início da noite desta terça-feira, 4 de junho, no Teatro Dante Barone, a Coletânea de Poesia Gaúcha Contemporânea. A obra contempla poesias inéditas de 91 poetas gaúchos e integra as ações em alusão ao aniversário de 100 anos da Biblioteca Borges de Medeiros do Legislativo. A promoção é da Superintendência de Comunicação Social e Relações Institucionais, por meio do Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais.
O organizador da coletânea é o escritor Dilan Camargo. Diego Petrarca colabora com 3 poemas inéditos. Os livros serão doados para bibliotecas públicas do Estado.
HAI-CÁBULOS EM SAMPA
Lançamento dos livros do Projeto Dulcinéia Catadora em
Sampa, na Casa das Rosas, entre os títulos: Hai-Cábulos,
de Diego Petrarca e Andréia
Laimer, que conta com um belo prefácio
de Laís Chaffe. Também o
livro Palavrarias, de Luiza Silva, todos lançados por aqui em dezembro de 2012 na Palavraria
Livros.
domingo, maio 26, 2013
BANDO EM PRODUÇÃO
O Bando Hoburaco reunido na tarde de sábado, na produção do livro com os textos dos bandoleiros. Os autores Paulo Ohar, Bernadete Saidelles,Delma Gonçalves, Domingos Sávio Gonçalves, Mariah de Olivieri, João Alberto Luiz e Dênia Palmira foram apresentados a capa do livro elaborada por Mariah de Olivieri.
Em breve, as palavras do bando em novas perspectivas.
Em breve, as palavras do bando em novas perspectivas.
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