segunda-feira, setembro 19, 2011
segunda-feira, setembro 12, 2011
LADODENTRO ENTREVISTA - ADÉLIA PRADO
A partir de hoje, LADODENTRO ENTREVISTA.
Entrevistas inéditas com poetas brasileiros produzidas por Diego Petrarca. Uma série de entrevistas serão apresentadas aqui com nomes de peso da nossa poesia e alguns autores da prosa também. Algumas das entrevistas foram originalmente publicadas no blog do Poemas no Ônibus, entre 2010 e 2011, e a partir de agora estarão hospedadas aqui.
Entrevistas inéditas com poetas brasileiros produzidas por Diego Petrarca. Uma série de entrevistas serão apresentadas aqui com nomes de peso da nossa poesia e alguns autores da prosa também. Algumas das entrevistas foram originalmente publicadas no blog do Poemas no Ônibus, entre 2010 e 2011, e a partir de agora estarão hospedadas aqui.
Basicamente, poesia, criação, processo criativo, apontamentos preciosos sobre a arte da palavra em breves e concentradas entrevistas, com os mais importantes nomes que fizeram e ainda fazem a poesia em língua portuguesa ser uma arte maior aqui no Brasil.
Pra começar, Adélia Prado. A entrevista coincidiu com o lançamento do seu mais recente livro A duração do dia, Record - 2010.
Em sua opinião, a poesia está ligada mais ao gênero (forma) ou a linguagem (discurso)?
Em sua opinião, a poesia está ligada mais ao gênero (forma) ou a linguagem (discurso)?
Adélia Prado - Toda poesia verdadeira (assim como toda arte), seja qual for o gênero, nunca é discurso, é forma.
Existe propriamente uma marca do discurso feminino na literatura? ou essa distinção inexiste em sua visão de leitora e poeta.
Adélia Prado - Toda obra carrega as marcas de sua origem. Acho quase impossível uma mulher escrever sem denunciar no texto que se trata de uma mulher. Mas mulher ou homem têm que produzir literatura, forma, que transcende as categorias de gênero. Seria maçante demais lidar com literatura feminina e literatura masculina. A beleza é andrógina.
O período sem lançar um livro inédito de poesia foi uma vontade de desenvolver outros gêneros ou a poesia precisa de um tempo para respirar, ser concebida?
Adélia Prado - A poesia não vinha. Eu tinha poucos poemas inéditos que não davam um livro. Não há o que fazer. É só esperar. Esperei. Sempre vale a pena! Não se faz arte com esforço.
Como você percebe o fato da poesia estar impressa nas janelas dos ônibus? conforme nosso projeto aqui de Porto Alegre, no sentido da poesia transitar fora dos livros, como nas canções, na arte gráfica, etc...
Adélia Prado - Acho muito bom. É ótimo ver pessoas lendo poesia em qualquer lugar. Afinal é ela o escopo de toda arte.
Alguns autores que motivaram a matriz da sua linguagem poética.
Adélia Prado - A escola me deu Olavo Bilac, Castro Alves, Alphonsus de Guimarães, Jorge de Lima, Olegário Mariano, Coelho Neto, Martins Fontes, Julio Diniz, Cecília Meireles. Mais tarde descobri Manuel Bandeira, Murilo Mendes e o grande Drummond. Ia me esquecendo de Casimiro de Abreu que fez parte do grupo dos poetas do tempo de escola.
De que forma a religiosidade passou a ser um dos seus temas? ou essa abordagem foi fluindo naturalmente em seu trabalho?
Adélia Prado - Não tenho a religião como tema. Faz parte da minha estrutura vital e só por isso pode fluir não apenas no que escrevo, mas no que penso, desejo e faço. E como só podemos falar do que experimentamos, ainda que sob a forma de desejo, acho que se justifica sua presença na poesia e na prosa que tenho a alegria de fazer.
A poesia deve fazer parte da cesta básica?
Adélia Prado - Sem poesia, sem beleza, sem humanização, não há cesta básica que alimente um homem.
segunda-feira, setembro 05, 2011
RITUAL
O poema Ritual dos Pés, de Diego Petrarca, saiu hoje em Zero Hora estreando o novo layout da página da coluna do Almanaque Gaúcho que, após um longo e produitvo período coordenado por Olyr Zavaschi, agora está nas mãos de Ricardo Chaves, o Kadão.
A coluna sempre foi a penúltima página do jornal ZH, e começou com o jornalista Antônio Goulart no fim dos anos 90. Entre outras informações, a coluna do Almanaque resgatou a publicação de poesia nos veículos impressos, alternando autores, canônicos, poetas locais e colaborações de leitores. Vida longa pro Almanaque, sempre destilando a poesia cotidianamente.
terça-feira, agosto 23, 2011
ENTREVISTA POÉTICA COM PAULO SEBEN
Dia 22 de agosto, Paulo Seben foi o convidado do evento Entrevista Poética, na livraria Saraiva. O poeta e professor conversou com Lorenzo Ribas e Diego Petrarca por mais de hora sobre criação, poesia, literatura e outras mumunhas mais sobre o ofício do autor e professor, tendo sempre a literatura como foco.
Paulo Seben, em suas respostas dedicadas, recheadas de informação e sabedoria, abordou seu trabalho poético e universitário, oficinas de criação e suas adaptações de clássicos da literatura, em que sua marca prevalece. Do mesmo modo, sua linguagem forte e despojada foram destacadas na leitura de poemas do seu livro Poemas Podres, de 2004.
quinta-feira, agosto 18, 2011
quinta-feira, agosto 11, 2011
POESIA QUE PERGUNTA
Novo módulo da Oficina Literária no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo.
De 17 de agosto a 23 de novembro de 2011. 12 encontros, toda quarta feira, das 18:00 as 20:00 horas.
DINÂMICA DA SÍNTESE - POESIA QUE PERGUNTA
O objetivo é trabalhar escrita e leitura de textos breves, em verso, cuja estrtura se estabeleça através de poemas-perguntas que, além de propor um diálogo com o leitor, não conta com respostas objetivas, pois a 'dinâmica' do texto é justamente lançar interrogações poéticas que revelam um novo e criativo sentido com a linguagem. Além disso, vamos trabalhar exercícios criativos que sugira uma comunicação com o leitor e possa ser lido como uma conversa.
A função interrogativa do texto, numa abordagem poética, será produzida através da aglutinação (síntese) de efeitos inventivos das perguntas, condensando significados e estabelecendo com o leitor esse diálogo em que a pergunta é lançada não para gerar uma resposta, mas para tornar o olhar livre através das representações curiosas e criativas que os textos vão criar.
A síntese, portanto, será a forma utilizada na construção desses poemas perguntas, o cuidado em deixar apenas o essencial, será trabalhado no objetivo de que as perguntas transmitam apenas o que o máximo de síntese puder permitir. Outros textos de outros gêneros vão servir como matéria prima para a elaboração dos poemas perguntas, no objetivo de desenvolver um processo interpretativo, captando o que há de essencial no texto apresentado, que transformará o texto lido numa peça textual original.
sábado, agosto 06, 2011
PARA LEMBRAR ANDY WARHOL
quarta-feira, agosto 03, 2011
CABARÉ DO VERBO: UM SOM PRA QUINTANA
Para celebrar o aniversário de Mário Quintana (que faria 105 anos) na última semana de julho, o projeto Cabaré do Verbo, que acontece toda última quinta feira na Casa de Cultura Mário Quintana, organizou o sarau Um Som Pra Quintana. Entre as várias atividades, que incluia dança, entrevista, bate papo, leituras próprias e canja musical, Um Som Pra Quintana contou com as leituras de Diego Petrarca e Lorenzo Ribas, acompanhado pelos acordes luxuosos da guitarra de Rodolfo Ribas.
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Uma bela homenagem dentro de um projeto que já chama a atenção em Porto Alegre.
O Cabaré do Verbo é organizado por uma equipe de artistas e produtores culturais com inteligência e bom gosto na escolha das suas atividades, entre eles, Cris Cubas e Fernando Ramos. A edição de julho do Cabaré do Verbo foi mais uma noite marcante, sobretudo pela referência ao "dono" da Casa, Mário Quintana. A recepção do público foi feita através de balões que, quando estourados, deixavam cair um poema breve para ser lido alto e saudar Quintana. Evoé Cabaré!
Blog do Projeto: http://cabaredoverbo.blogspot.com/
Registro dessa edição por Tanam Hennicka: http://t.co/mhz5W0F
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quinta-feira, julho 21, 2011
O IMPROVISO DO TEXTO
O módulo O Improviso do Texto, da oficina literária do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, ministrada por Diego Petrarca, ocorreu entre março e julho de 2011, somando 15 encontros em que os alunos trabalharam o percurso de linguagem do personagem. Inspirados na técnica usada pelo poeta Ferreira Gullar em seu livro de 1953, Crime na Flora (só publicado em 1986), a escrita da trajetória do personagem acontecia através das inúmeras formas de apresentar o texto, utilizando vários modelos de linguagem, como closes diferentes a cada novo parágrafo do texto. Eis alguns fragmentos de cada criação. Cada autor apresenta o seu personagem.
Paulo Ohar/Salomé
Bernadete Ferreira /Hércules
Delma Gonçalves/Antonio
Mariah de Olivieri/Armando
Dênia Palmira/Agudo
quarta-feira, julho 20, 2011
SEMINÁRIO ARTE E CULTURA
Dia 19 de julho, ocorreu a participação de Diego Petrarca no Seminário Arte e Cultura da Prefeitura de Cachoeirinha, uma palestra sobre o texto criativo, métodos criativos com a linguagem. O objetivo era repassar aos educadores que estavam na plateia, outras formas de abordagens educacionais.
Nesse sentido, a cultura incita outros recursos para a prática educativa. Foram duas horas de conversa para os professores, Mariah de Olivieri e Dênia Palmira estavam comigo, lendo suas produções e colaborando na apresentação.
domingo, julho 17, 2011
LIVROS DE BOLSO EM PAPEL JORNAL
Livros de bolso, papel jornal, sem orelha, pra vender em livrarias e estações de trem, livro de consumo e companhia. Baratos e modestos. Mini Modern Classics é a coleção que reúne essas caracterísitcas.
A Penguin Books é uma editora britânica fundada em 1935 por Allen Lane, que tinha a intenção de fornecer literatura de qualidade a preços tão baratos quanto, na época, um maço de cigarros, e que fossem vendidos não só em livrarias mas também em estações ferroviárias e em lojas em geral. Seus produtos mais emblemáticos são seus livros de bolso. Conheça o catálogo da coleção. http://is.gd/N48TxK
sexta-feira, julho 15, 2011
TURMA DA OFICINA REDAÇÃO LITERÁRIA
Encerrou nessa terça feira, 12 de julho, as aulas com a turma de Oficina Redação Literária, na Biblioteca Josué Guimarães, pela Cordenação do Livro e Literatura. A oficina aconteceu entre maio/julho 2011. Em ordem, os autores alunos: Rafael, Flávia, Ricardo. Daniel, Ester, Diego, Rosa, Carlos, o Guilherme bateu a foto e faltou a Luana comparecer. A produção promissora desse time pode ser conferido no blog: http://escritores-independentes.blogspot.com/.
Um prazer conviver com pessoas dedicadas e atentas ao ofício literário.
domingo, julho 10, 2011
quinta-feira, junho 23, 2011
GISNBERG DATILOGRAFADO
Um original de Ginsberg. Leitura nua e crua, com o calor da hora em que foi realizada.
sábado, junho 11, 2011
HOBURACO NO SARAU COM RITMO
No dia 08 de junho o grupo literário Hoburaco apresentou seu repertório de leitura, todos poemas autorais, em sua participação no Sarau com Ritmo, organizado por Benedito Saldanha, no Centro Cultura Érico Veríssimo. Poemas açucarados, gozosos, desmesurados, exóticos, lamentosos, tudo o que rege essa lógica dinâmica do amor.
quinta-feira, junho 09, 2011
DUAS ENTREVISTAS POÉTICAS
Duas Entrevistas Poéticas: Juremir Machado da Silva, no mês de abril e Caio Riter, no mês de maio. O evento organizdo por Lorenzo Ribas e Diego Petrarca, tende a aproximar o diálogo do escritor com o público, trazendo o texto para perto através da leitura, gerando não apenas um diálogo literário mas também uma possibilidade de um discurso estético entre perguntas e respostas.
terça-feira, maio 17, 2011
EXPOSIÇÃO CIDADE POEMA
Poetas que vivem no RS serviram de modelo para as fotografias e ilustrações reunidas na exposição do projeto Cidade Poema que pode ser visitada até 27 de maio no térreo da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255). São 40 fotos em preto e branco de 30x45cm feitas por Fernanda Bigio Davoglio e Leonardo Brasiliense e 15 desenhos de Guilherme Moojen. "Poetas longe do computador" como definiu Laís Chaffe, idealizadora do evento. Entre os 40 poetas, Diego Petrarca, pelas lentes de Fernanda Bigio Davoglio.
A visitação é das 9 às 18 horas, de segundas a quintas-feiras, e das 9 às 16 horas, às sextas-feiras, com entrada franca. Informações (51) 9121-7707 (com Laís) e e-mail lchaffe@gmail.com. Link: http://is.gd/iVQdLs
domingo, maio 01, 2011
HOBURACO NO FESTIPOA LITERÁRIA
O grupo Hoburaco da Oficina Literária do CCCEV, ministardo por Diego Petrarca, apresentou nessa sexta feira, 29 de maio, a atividade que reunia os métodos de criação trabalhados em aula, dentro da programação da FestiPOA Literária 2011. Desde o ponto de partida do texto modelo até a conclusão do trabalho criativo, os comentários estavam concentrados em leitura e produção. Hoburaco, formado por Delma Gonçalves, Dênia Palmira, João Luiz, Mariah de Olivieri e Paulo Rodrigo Ohar, brilharam suas prosas e versos para o deleite de uma plateia atenta, dentro da livraria Letras e Cia. A apresentação oral dos textos produzidos, teve direito a um texto manifesto e postais poéticos distribuídos ao fim da atividade.
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