segunda-feira, fevereiro 13, 2017

quarta-feira, janeiro 11, 2017

RETRÔ 2016

Embora o ano de 2016 tenha se revelado tenebroso em alguns aspectos (talvez não seja exatamente o ano mas a coincidência de que alguns amargores tenham desaguado nesse ano) seguem aqui uma síntese do que me ocorreu nesse período em que se consagra o terceiro ano da primeira fase do quinto tempo. Mapeamento subjetivo. 

O ano começou acompanhado o desenvolvimento e crescimento da nossa Alice, e depois a comemoração do seu 1 aniversário em novembro com um piquenique no Parque Germânia, (dia 11 de dezembro) com as famílias e a presença de amigos queridos e um poema chamado Alice Ri lido em coro por todos para brindar a aniversariante bebê. Esse ano de 2016 aprendi (aprendemos) muitas coisas ao perceber a Alice crescer, todos os detalhes, rituais, rotina e concentração que a condição de pai/mãe exige. Com certeza tivemos Andreia e eu serenidade, foco e fôlego para estar presente e cumprir as tarefas (que soam também como diversão e algum prazer) e acompanhar a Alice se desenvolver. Foi importante termos a consciência disso tudo.

Destaque para a ida habitual para o nosso litoral, as duas vezes ao lado do nosso amigo irmão Rodrigo Abrahão, o clima de mar e vento nos reabasteceu e deu a energia necessária para seguir 2016, além de  poder apresentar o mar para a Alice. Sempre embalado pelo disco Banda do Mar (da banda luso-brasileira composta por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira) lançado em 2014, essas canções me serviram de mantras espirituais e fecharam em muitos aspectos com a temática do que percebo como desejo nessa fase da vida. Uma trilha sonora onde idealizei projetos e possibilidades em parte cumpridas ou plenamente possíveis. As letras e as canções serviam de pano de fundo para a projeção daquelas propostas lançadas nesse disco.

Infelizmente no ano de 2016 se pode ver a arbitrariedade política e visíveis desrespeitos a coisas que já tínhamos como conquistas democráticas, um ano onde a intolerância ficou no limite por algumas circunstancias em que jamis pensamos em assistir. Um ano aonde a Cultura e a educação balançaram seus alicerces  pela péssima orientação pelas quais elas foram submetidas.  Pelo menos não faltaram atitudes e reações. Evoé Sapere Aude! Evoé Palavraria livros!

Destaque para a leitura de poemas do livro Olhos da Noite de Paulo Ohar, numa das edições do Sarau das Seis. Também as aulas de Literatura, Português e Redação na escola em que leciono, e uma boa sensação de pertencimento durante a rotina e o convívio na escola e no diálogo com os alunos. A serie de poemas Haicais Carimbados  ao longo do ano, um modo de projetar a poesia em outro suporte e outra forma gráfica de expor o poema: palavras simples combinando potências de significado encravado no cotidiano e aguçado pelo percepção, não apenas prática literária mas treino espiritual.  O prefácio para o livros de ex alunos (salve Domingos e Auber e Nagel) de oficinas literárias (leituras durantes esses lançamentos), a colaboração na compilação de poemas para a intervenção Cultura pela Democracia, a participação com poesia em mais uma edição do projeto Cidade Poesia.  As assessorias literárias, a produção do belo livro de contos Moinho Velho, de Maria Elizabeth Knopf e as leituras durante o lançamento no MEME Santo de Casa. O bate papo em edição única no Salão de Beleza Shape com a escritora Ana Mello e as leituras de seus escritos. A oficina literária Poesia de Uma Linha durante a Feira do Livro além da leitura e apresentação do livro Poema Sujo - 40 anos, do poeta Ferreira Gullar (também uma apresentação com outro formato do mesmo livro no espaço Aldeia em julho). E Ferreira Gullar  partiu também nesse ano e já bastou para que 2016 fosse um ano ruim de digerir. A partida de Gullar me teve um peso enorme dada sua importância para a  minha formação poética. Colaborei com o programa de rádio online Ligações Perigosas que rodou algumas leituras de poemas de Gullar para homenageá-lo. O grito de apoio da comunidade cultural a favor da TVE e FM Cultura lá no MEME. Novas leituras obre a Senhora Poesia, o belo e fundamental livro com as entrevistas de Allen Ginsberg: Mente Espontânea! A voz de Maria Bethânia e a canção de João Donato e Péricles Cavalcanti.Os pemas de Francisco Alvim e as Memórias Sentimentais de Oswald de Andrade. E no fim do ano a redescoberta da Shangrilá de Rita Lee. A produção de poemas novos, novas formas visuais e de elaboração poética esboçando um novo livro por enquanto chamado de Carnaval Subjetivo. Novos projetos poéticos estão na pauta para 2017.

2016 foi um ano para aprender a respirar e onde alguns aspectos vitais se solidificaram, um ano de perceber que o passo dado adiante na vida agora pede e abre espaço. Deus me livre de ter medo agora/Depois que eu já me joguei no mundo/Deus me livre de ter medo agora/Depois que eu já pus os pés no fundo. Ano em que a serenidade reaprendeu a dialogar com a paz de espírito dentro aqui. Que seja e siga assim. 

Minha caravela/vai seguindo o rumo, ê.  

Que venha Bem 2017!





domingo, dezembro 04, 2016

FERREIRA GULLAR É IMORTAL

Ferreira Gullar é imortal!
Ferreira Gullar é imortal!
Ferreira Gullar é imortal!


sábado, novembro 19, 2016

1 ANO DA ALICE


18 de novembro, dia do 1 ano da Alice, só mesmo a poesia pra celebrar.

Alice ri

Eu quero ir
com Alice

lá dentro de uma nuvem cheia

que nunca chove



Eu quero ir

com Alice
lá onde o tempo
só serve pra voar

e onde o sol só desce
pra tomar banho de mar

Eu quero ir 
com Alice
lá onde a estrela
namora o passarinho

e onde é privilégio
se sentir sozinho

Eu quero ir
com Alice
lá onde os anjos
criam as aparências

e onde só exista Deus
nas coincidências

Com Alice
eu quero ir
eu quero rir

quinta-feira, novembro 03, 2016

POEMA SUJO NA FEIRA DO LIVRO

Poema Sujo, 40 anos de publicação. Dia 02/11 na Feira do Livro de Porto Alegre. Leituras, explanações e a celebração desse livro marco da poesia contemporânea escrito por Ferreira Gullar num momento de puro êxtase poético. Com Diego PetrarcaAndreia Laimer e Rodrigo Abrahão.














terça-feira, novembro 01, 2016

OFICINA LITERÁRIA NA FEIRA DO LIVRO

Encontro de uma única aula durante a Feira do Livro 2016, Poesia de Uma Linha ministrada por Diego Petrarca. Poemas regidos pela brevidade e máxima concisão abrindo inúmeras camadas de sentido.


 


domingo, outubro 16, 2016

MOINHO VELHO

Lançamento do livro de contos Moinho Velho, de Maria Elizabeth Knopf , entre leituras, champagne e bons amigos. Uma honra poder colaborar de algum modo com esse belo material literário, agradeço a confiança da autora e a companhia do artista Rafael Muniz Espíndola e da Editora Letra 1. O Moinho Velho também terá autógrafos dia 14/11 durante a Feira do Livro.




quinta-feira, setembro 22, 2016

A TEUS PÉS EM MÃOS

Diego Petrarca com o livro A Teus Pés de Ana Cristina Cesar em mãos, durante uns dias na casa de seu amigo poético Rodrigo Abrahão que estava com um exemplar raro da primeira edição de 1983 em seu lar.

Tarde aprendi
bom mesmo
é dar a alma como lavada.
(Ana C.) - O Homem Público N. 1 - A Teus Pés.